Brasil - Santos - 9/9/2010
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Pisando Fundo
Rodrigo Vilela Silva - é redator e especialista em F-1 e outros esportes
Não adianta falar mal

 

Em 2009 a Fórmula 1 vivia um ponto de interrogação enorme. A saída da Honda, no início do ano (que foi substituída pela Brawn), o confronto FIA x FOTA, as retiradas totais de BMW e Toyota e parcial da Renault pareciam prever que a categoria estava em decadência.

 

Aí, o Mr. Bernie Ecclestone resolveu colocar mais equipes na categoria. Candidatos apareceram aos montes. Mas quatro foram as escolhidas: Campos, Virgin, Lótus e USF1, além da Sauber, que retornou, com toda a estrutura da BMW.

 

Depois disso, a Campos enfrentou problemas financeiros e foi vendida para Jose Ramon Carrabante, que rebatizou-a de Hispania. A USF1 fechou antes de estrear. A Stefan, que havia herdado tudo da Toyota, não conseguiu estrear.

 

Dentro da pista, o que se vê é uma disparidade técnica enorme entre as três debutantes, que chegam a andar mais de cinco segundos mais lento que as outras equipes. E todo mundo começa a criticar as equipes.

 

Porém, há de se lembrar que a Fórmula 1 atual exige um patamar tecnológico e de conhecimento muito acima da média, ou seja, o mais alto possível. Sem testes, as três não conseguem esse patamar. E se os testes são proibidos, as críticas são nulas.

 

O melhor que a FIA poderia fazer é liberar dias de testes para as novatas. Até que elas consigam o patamar. Estrutura, elas têm. Falta quilometragem e o tal conhecimento. Enquanto isso, as broncas e críticas a elas não passam de historinha de conto de fadas.

 

Enfim, circuito de verdade

 

E para aqueles que ainda tinham dúvidas quanto às emoções nas corridas, o GP da Austrália mostrou que basta ter circuito bom de verdade. Em pistas como Sakhir, Cingapura, Abu Dhabi e Shanghai, por exemplo, é impossível termos emoções.

 

Na prova de Albert Park, Jenson Button deu o pulo do gato, ao colocar pneus slicks na volta sete. E não parar mais. Foi uma corridaça, digna de um campeão do mundo. Méritos também para Robert Kubica, Felipe Massa e Fernando Alonso, que andaram quase 50 voltas com o mesmo pneu.

 

Em tempo: quando será que Lewis Hamilton vai, enfim, colocar a cabeça no lugar?

 
 

 



31/03/2010
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