Em 2009 a Fórmula 1 vivia um ponto de interrogação enorme. A saída da Honda, no início do ano (que foi substituída pela Brawn), o confronto FIA x FOTA, as retiradas totais de BMW e Toyota e parcial da Renault pareciam prever que a categoria estava em decadência.
Aí, o Mr. Bernie Ecclestone resolveu colocar mais equipes na categoria. Candidatos apareceram aos montes. Mas quatro foram as escolhidas: Campos, Virgin, Lótus e USF1, além da Sauber, que retornou, com toda a estrutura da BMW.
Depois disso, a Campos enfrentou problemas financeiros e foi vendida para Jose Ramon Carrabante, que rebatizou-a de Hispania. A USF1 fechou antes de estrear. A Stefan, que havia herdado tudo da Toyota, não conseguiu estrear.
Dentro da pista, o que se vê é uma disparidade técnica enorme entre as três debutantes, que chegam a andar mais de cinco segundos mais lento que as outras equipes. E todo mundo começa a criticar as equipes.
Porém, há de se lembrar que a Fórmula 1 atual exige um patamar tecnológico e de conhecimento muito acima da média, ou seja, o mais alto possível. Sem testes, as três não conseguem esse patamar. E se os testes são proibidos, as críticas são nulas.
O melhor que a FIA poderia fazer é liberar dias de testes para as novatas. Até que elas consigam o patamar. Estrutura, elas têm. Falta quilometragem e o tal conhecimento. Enquanto isso, as broncas e críticas a elas não passam de historinha de conto de fadas.
Enfim, circuito de verdade
E para aqueles que ainda tinham dúvidas quanto às emoções nas corridas, o GP da Austrália mostrou que basta ter circuito bom de verdade. Em pistas como Sakhir, Cingapura, Abu Dhabi e Shanghai, por exemplo, é impossível termos emoções.
Na prova de Albert Park, Jenson Button deu o pulo do gato, ao colocar pneus slicks na volta sete. E não parar mais. Foi uma corridaça, digna de um campeão do mundo. Méritos também para Robert Kubica, Felipe Massa e Fernando Alonso, que andaram quase 50 voltas com o mesmo pneu.
Em tempo: quando será que Lewis Hamilton vai, enfim, colocar a cabeça no lugar?