No Supremo Tribunal Federal. A mais alta corte do nosso país.
Foi lá que um Joaquim, não o mártir, o Joaquim ministro, magistrado, poliglota. Foi lá que o Ministro Joaquim falou com a boca do povo. E disse para o Gilmar Mendes, o todo poderoso Presidente do Supremo.
O ministro que teve o maior número de votos contrários à sua nomeação. O homem que Dalmo Dallari disse não possuir os requisitos básicos para integrar a mais alta corte do país.
O juiz que libertou o banqueiro Daniel Dantas (duas vezes!), mais Celso Pitta, mais Naji Nahas, que ele está destruindo a imagem da justiça no nosso país.
E disse mais. Disse que Gilmar, o magistrado - que a pretexto de que o nosso país vivia um estado policial, tentou transformar o Brasil num estado judiciário - está acabando com a (pouca) credibilidade do nosso poder judiciário.
Disse ainda, disse não, apenas deu a entender, que o que está na mídia não é o que está nas ruas.
A mídia não gostou. Para eles, isso não é comportamento digno de ministros do Supremo - a corte que nunca condenou um político.
Agora já falam até em crise. Crise tá na moda. A mídia é a moda. Então, dá-lhe crise no Supremo.
Os ministros do Supremo também não gostaram. Mas o povo gostou. Finalmente, alguém falou o que o povo pensa.
Joaquim. O que possui elevação. O primeiro ministro do Supremo a abrir processo contra um parlamentar.
O ministro que defendeu a acusação conta os quarenta mensaleiros. O homem que se insurgiu contra o poder estabelecido. E ensinou que a lei é igual pra todos. Palmas para Joaquim Barbosa. O cara!
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