Brasil - Santos - 9/9/2010
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Pisando Fundo
Rodrigo Vilela Silva - é redator e especialista em F-1 e outros esportes
O mundo dá voltas

 

Quem diria que o Brasil Urgente, da Band, fosse me servir de inspiração para uma coluna de automobilismo...

 

Ainda me espanta o fato de certos tipos de bandidos serem tratados com pão-de-ló nas cadeias de todo o país. Passou da conta de termos pena de morte.

 

Defendo essa implantação com um exemplo simples: se, em uma plantação, vá... de laranjas, um dos pés fica podre, o agricultor não vai passar a mão na planta até ela melhorar – e sim, arrancá-la, para que não contamine as outras. Bandido que mata, estupra ou sequestra deve ser tratado assim, como uma planta podre. Arrancado da sociedade de uma vez por todas.

 

O que isso tem a ver com Fórmula 1? Iremos à notícia mais estúpida, previsível e revoltante da semana: a saída da BMW da categoria.

 

Quando Max Mosley propôs redução de custos – e declarou não se importar com a debandada das montadoras; para ele, o “câncer” da Fórmula 1, muitos desceram a lenha no atual presidente da FIA.

 

Agora, as montadoras estão se retirando aos montes. A Honda se foi no ano passado, a BMW seguiu o trem este ano e deve levar junto da categoria Renault (provavelmente, quando a coluna for ao ar, os franceses já tenham ido) e Toyota. Algo em comum? Sim. Prejuízo.

 

O que acontece é que nenhuma empresa de carro dá a mínima para o esporte. Esse sempre foi o medo de Max Mosley: dar poder a gente que não tem o mínimo interesse e paixão pelo esporte. Ao menor indício de fracasso ou saldo negativo, abandonam a categoria e pronto.

 

Resta algum consolo? Sim. A categoria vai se livrando do “câncer” e começa a ter de volta as equipes independentes: Campos, USGPE, Manor e, provavelmente, Epsilon, Prodrive e Piquet. Ele mesmo! A Piquet Sports se uniu a Supernova, deve garantir o espólio da Renault (ironia do destino) e, caso se confirme, seria a volta de uma equipe brasileira na F-1 depois de 28 anos.

 

A saída da BMW representará uma bagunça generalizada no que diz respeito à contratação de pilotos. Nick Heidfeld pode arranjar um lugar em alguma novata e Robert Kubica vai atrair olhares de equipes de ponta (quem sabe não pinta uma McLaren?).

 

Mais equipes independentes no grid (de cabeça, restariam, das montadoras, McLaren/Mercedes e Ferrari) farão a proposta de redução de custos ganhar cada vez mais força. E o velho Max ri à toa.

 

Quanto a BMW? Prometia, mas já vai tarde e que não volte mais!!

 

 



06/08/2009
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