Brasil - Santos - 9/2/2010
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Pisando Fundo
Rodrigo Vilela Silva - é redator e especialista em F-1 e outros esportes
Confronto direto

 

Jenson Button versus Rubens Barrichello. A partir de agora, é um contra o outro.

 

Sim, porque depois da corrida de Monza, fica difícil imaginar, em circunstâncias normais, que a dupla da Brawn deixe escapar tamanha vantagem para os rivais, especialmente os dois da Red Bull, que nada fizeram na Itália.

 

E aí começam as previsões.

 

As quatro pistas restantes são muito parecidas em características. O clima deve variar. Cingapura e Emirados Árabes com muito calor; Japão e Brasil com alguma possibilidade de chuva. Jenson Button conseguiu um pódio, depois de muito tempo. Será a recuperação ou apenas uma exceção?

 

Quanto a Rubens Barrichello, a tarefa não é das mais fáceis: tirar 16 pontos em quatro etapas. Seria necessário vencer todas e torcer para, pelo menos, um abandono de seu companheiro (ou que o inglês chegasse sempre em quarto).

 

Mas para quem estava há 27 pontos, e agora está a 14...

 

O que vale lembrar, nesse final de campeonato, no entanto, é que não existe mais só Red Bull e Brawn. Ferrari e McLaren se recuperaram e podem ser os fiéis da balança desse final de campeonato. Button irá apenas marcar Barrichello. Este, por sua vez, como franco-atirador, correrá sem pressão.

 

Enquanto houver chance matemática, a luta persiste. E, no quesito emocional, o brasuca está anos-luz à frente do inglês, que despencou após o GP da Inglaterra.

 

Para o bem do campeonato, além dele não ser decidido nas vitórias (o que poderia definir Jenson como campeão já em Cingapura), a disputa promete ser direta e limpa. Como toda F-1 quer.

 

 

Todos culpados

 

Ao contrário do que muitos estão fazendo, não vale colocar esse episódio como o principal assunto.

 

A batida proposital de Nelsinho Piquet já foi confirmada pelo mesmo. A telemetria mostra exatamente isso: o brasileiro acelerou quando, pelo certo, deveria frear. Segundo Nelsinho, só ele, Pat Symonds e Flávio Briatore sabiam. Revoltado, o chefão partiu para ofensas pessoais.

 

Essa briguinha à lá Ratinho terá conseqüências, sim; não acredito que terminará em pizza. Mas todos serão prejudicados. O piloto, que aceitou se arriscar e só abriu a boca depois de demitido; a equipe, que impôs a batida com chantagens; o chefão, que está em maus lençóis e abriu a boca para falar o que não devia.

 

Fazer qualquer julgamento sobre o brasileiro é precipitado. E errado. No lugar dele, qualquer um se sujeitaria a isso. Manobras de caráter duvidoso são comuns na categoria. Só pra lembrar uma das mais recentes: David Coulthard, no GP do Japão, em 1999, que bateu no muro e fechou propositadamente a passagem de Michael Schumacher, que vinha na perseguição à Mika Hakkinen, companheiro do escocês. Foi tão perigoso quanto o acidente de Piquetzinho. E ninguém nunca falou nada a respeito. Por que agora?

 

O que mostra que, na F-1 não existe nenhum Davi.

 

 
 


15/09/2009
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