Sem mais, aos fatos, pra atualizar tudo:
1- A batalha pela 13ª vaga promete ser bem disputada. Mas, das quatro equipes que brigam, pode acabar sobrando duas vagas. A Epsilon Euskadi me parece ser a mais capacitada para ingressar na Fórmula 1. Mas eu duvido que a Hispania vá continuar em 2011, o que pode abrir outra vaga. E como a união entre ART e Sauber deve ser concretizada a qualquer momento, tudo leva a crer que serão três estreantes. Isso se a STR não desistir também;
2- O barril de pólvora foi aceso na Red Bull. Uma asa dianteira foi o estopim para que Mark Webber atirasse para todos os lados, com direito a um “nada mal para um segundo piloto, não?” após a vitória na Inglaterra. Christian Horner, chefe da equipe, tentou minimizar. Até o dono da empresa das latinhas apareceu para tranquilizar a todos. Mas o recado está dado. O australiano está descontente com a equipe e vai lutar pelo caneco com todas as forças. Sebastien Vettel que se cuide;
3- Qual Felipe Massa é o verdadeiro? O que disputou o título de 2008 ou o que está fracassando em 2010? Não dá pra dizer muito do vice-campeonato, até porque, quem pilota uma Ferrari tem mais é que lutar pelo caneco. Mas não dá pra falar que este ano está sendo normal. Pelo contrário, está péssimo. O que muitos dizem parece estar se concretizando. A sequela que a mola deixou nele é psicológica. Tomara que estejamos errados;
4- Não me lembro quem postou no orkut. Mas a pergunta é válida. Como uma equipe que mal consegue completar uma corrida, com um dono que deve até a alma a credores, pode querer comprar a moderníssima fábrica da ex-equipe Toyota, com carros, funcionários e tudo que se tem direito? Realmente, não dá pra acreditar no que diz o chefão da Hispania, Jose Ramon Carrabante;
5- Bernie Ecclestone está senil. É a única explicação que se tem para alguém que deseja tirar Mônaco da Fórmula 1 porque “eles não pagam o suficiente”. A corrida monegasca é a que mais rende lucros para a categoria, todo mundo gosta do lugar... tudo bem, as corridas são chatas. Talvez, se a prova não valesse pontos, fosse apenas tratada como uma prova especial... mas isso é o de menos. O todo-poderoso da F-1 já havia tirado Silverstone (só voltou porque as obras de Donongton Park não ficaram prontas a tempo). Tirar Mônaco é querer aleijar a categoria;
6- Como se não bastassem as maluquices do Bernie Ecclestone, a Allsports (empresa que detém os direitos comerciais da F-1) quer que as equipes retirem os logotipos das escuderias e patrocinadores dos motorhomes, paddock e pit-lane, “pois atrapalha a colocação dos patrocinadores da categoria”. Só podem estar de brincadeira. Qual o sentido de uma empresa gastar horrores para patrocinar uma equipe? Justamente esse: fazer propaganda. Depois reclamam que ninguém quer saber da Fórmula 1;
7- Nick Fry e Ross Brawn começaram a perder a paciência com Michael Schumacher. Aí eu pergunto: será que a cúpula da Mercedes não sabia que, sem testes, a re-adaptação do heptacampeão à F-1 seria demorada? Não adianta reclamar;
8- Carlos Slim pode aterrissar na F-1, finalmente. Após sondar com a ex-Honda, o multimilionário mexicano, dono da Telmex, deve patrocinar a Virgin. O que resultaria numa vaga para Sérgio Perez, que lidera a GP2. Como Timo Glock pode estar de malas prontas para a Renault, é bem provável que Lucas di Grassi possa ter uma boa chance de mostrar seu talento.
Novidade a ser seguida
A F-Indy já conhece seu novo chassi para 2012. A Dallara continuará na categoria.
A maior novidade, no entanto, é o barateamento do mesmo. Aliás, o chassi será igual. E a maior novidade será que o kit aerodinâmico (ou seja, toda a carenagem e as asas) poderá ser diferente. Brilhante!!!
As empresas que forem contratadas para a construção dos kits devem disponibilizar os modelos para todas as equipes. É a única coisa que discordo. Cada equipe deveria montar o seu. Errou no projeto? Se vira pra fazer um novo!
De qualquer forma, o custo reduzirá. Há a perspectiva de aumento de carros no grid. Após anos de queda, a categoria pode estar novamente em seus dias de glória. Uma boa idéia a ser seguida. Né, F-1?