Brasil - Santos - 9/9/2010
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Pisando Fundo
Rodrigo Vilela Silva - é redator e especialista em F-1 e outros esportes
Talento como prioridade

 

Mesmo passando da data, seria imperdoável se eu não postasse nada. No último sábado (7), Jennifer Costa completou 21 anos de idade.

 

Quem ela é? Simplesmente uma das melhores pilotos que eu já vi correr (antes que me corrijam, não existe na língua portuguesa a palavra "pilota" como feminino de piloto; no Aurélio, significa "revés").

 

Sim, eu a vi correr no Mundial Biland de Kart. Foi em Guaratinguetá, em 2008. Pilotos de vários países, na sua maioria, britânicos e brasileiros fizeram uma corrida brilhante.

 

Ao final, alguns olhares incrédulos, do tipo "o que ela está fazendo lá em cima?". Mas o que muitos julgavam ser "miragem" era a comprovação de um talento, já demonstrado com o tri-campeonato carioca e o vice nacional, em 2000. Ao final, o segundo lugar foi um prêmio ao talento. Até porque ela largou na décima posição e foi galgando posições, enfrentando alguns problemas em seu kart.

 

Agora, Jennifer busca uma vaga na Stock Car ou na F-3. Talento ao volante ela tem para mais do que as categorias nacionais. Infelizmente, aqui no Brasil (e no mundo também), nem sempre a capacidade prevalece. O alento é saber que o machismo que imperava no esporte a motor diminui notavelmente, já que temos várias mulheres correndo por categorias em todo o mundo. Mas ainda é pouco.

 

Já passou da hora desse povinho tupiniquim, no caso específico delas, colocar o talento à frente da beleza (que ela também tem, e muita). Passou da hora, também, do dicionário corrigir seu erro. Afinal, um vice-campeonato mundial conquistado no braço e no acelerador mostra que ela não tem nada de revés. Parabéns, Jenni!!

 

 

Kangaroo power

 

Will Power declarou no fim de semana da etapa de Mid-Ohio, pela Indy, que, em 2002 correu patrocinado por Mark Webber. O atual líder da categoria norte-americana não tinha patrocínio e recebeu a ajuda do, então, estreante na F-1.

 

Mais um exemplo de como as equipes não buscam apenas bons pilotos. Quase esquecido, Power só conseguiu mostrar a que veio na extinta A1GP. O bom desempenho ao carro da Austrália valeu uma vaga na Walker, na antiga ChampCar.

 

Só mesmo uma equipe grande para deixar de lado a carteira e se interessar no pé pesado. E assim, a Penske o contratou. Roger Penske não deve estar nada arrependido.

 

Nem Mark Webber. Por sinal, ambos lideram seus campeonatos.
 
 

 



11/08/2010
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