|
R.Ruas conta a história do falecido Didi Canela Grossa. Tinha mais tempo de porão de navio, do que urubu de vôo. Parceiros da estiva diziam que o pranteado Didi só ia nas boas, ou seja, nos trabalhos sem muito esforço físico. Nos últimos de vida, Didi fazia parte da diretoria da estiva; era o encarregado de comunicar acidentes ou morte de algum companheiro de trabalho. Chegava na casa da família sem sorriso mil e um e anunciava com grande eloquencia: - 'Salve a Bahia, saravá sua banda, salve o Senhor do Bonfim. Sinto muito, ô mais velho, mas o Juvenal foi pro saco. Vacilou no porão e se fudeu, não deu tempo de salvar o mano, pois, ali camarada, o homem chora e a mãe não vê. Era assim o nosso Didi Canela Grossa. Discreto como um navio graneleiro'.
_________________
A.C.Oliveira analisa a estreita relação de Serra com parte da mídia nacional. 'O vampiro pode tudo neste país, ainda mais tendo ao seu lado o PIG - Partido da Imprensa Golpista. Sempre haverá um veículo a lhe dar guarida, um jorna..., isto é, um assecla do dono a lhe dar apoio.
Quem são esses
profissionais que só vem um lado da moeda, que só contam a separação pela narrativa da noiva, que espremem números até que lhes saciem suas pretensas verdades. O mais desalenta
dor é perguntar por quem. Por quem esses profissionais vendem sua credibilidade?'
|
|
J.Bittencourt
fala do último trabalho da cantora Vanessa da Mata. O disco 'Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias', longe de ser um álbum dedicado às crianças, é tão feliz e bem resolvido quanto o título sugere.
É, enfim, tão adequado e realizado quanto tem sido a própria carreira da cantora e compositora ao longo desses últimos poucos mais de dez anos. Com doze canções que celebram a vida, sem deixar de dar algumas alfinetadas aqui e acolá, Vanessa da Mata abraça sem medo o pop,
com todas as possibilidades, sem perder em momento algum o bom gosto e a fluidez.
Suas canções são fáceis, mas em momento algum são banais.
_________________
M.Salaverry fala de amor e suas estranhas emoções.
'O amor sempre nos supreendem. E que gostosas supresas, sempre provocando as mais extraordiárias emoções em nossa alma.
É o amor que dirige nossas reações, as mais instintivas possíveis.
É o amor, a mais natural reação de nosso instinto. O medo é uma reação de amor. Pois é o amor pela vida com que faz que tenhamos medo de situações perigosas. Alguns o tem mais desenvolvido, outros nem tanto. Alguns gostam de viver perigosamente. Não perdem o amor pela vida, mas tem desenvolvido o amor pelo perigo'.
|