Brasil - Santos - 30/7/2010
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Isto É

 

O medo invade a campanha

 

PSDB recorre a velhos fantasmas e tenta assustar o eleitor ao vincular o PT a grupos terroristas e ao crime organizado

 

Por Alan Rodrigues e Sérgio Pardellas

 

O comando da campanha de José Serra (PSDB) colocou o medo no centro da disputa presidencial.
 
Tudo começou com a surpreendente entrevista do vice de Serra, Indio da Costa (DEM), dizendo a um site do partido que o PT é ligado às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao narcotráfico.
 
Num primeiro momento, lideranças partidárias passaram a ideia de que Indio era apenas uma voz isolada – além de descontrolada e inconsequente. Aos poucos, porém, foi ficando claro que ele cumpria um script previamente combinado.
 
Muito bem orientado pelos caciques do PSDB e DEM, o vice de Serra servia de ponta de lança para uma estratégia de campanha: o uso da velha e surrada tática do medo. Ele procurava criar fantasmas na cabeça do eleitor para tirar votos da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff.

 

A tática do medo, por definição, desqualifica o debate político. Quem a utiliza está disposto a trabalhar não com a razão, mas com sentimentos mais primários e difusos.
 
Recorre a argumentos distantes de qualquer racionalidade para tentar encantar um público mais desinformado ou que já coleciona arraigados preconceitos.
 
É um jogo perigoso: “Campanhas negativas podem até aumentar a rejeição ao candidato que as patrocina”, diz o cientista político José Paulo Martins Jr., da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Mas os tucanos resolveram arriscar. (continue lendo aqui).

 

 

 

Óleo do Diabo

 

Serra injeta ânimo na ultradireita

 

Acredito que estão todos ainda um pouco estupefatos com a decisão do Serra de se jogar de vez no colo da ultradireita. Entretanto, nada mais natural. O tucano, com todos os seus defeitos, é um autêntico ser político, um veterano, dotado de sensibilidade suficiente para saber onde pode encontrar um suporte mais firme, um apoio mais autêntico.

 

Reparem, todavia, na profunda diferença entre um candidato apenas conservador, com laivos de esquerdismo desenvolvimentista, como era o Serra até há pouco, e o furibundo neocon, o ultradireitista pró-América, no qual o tucano se transformou de umas semanas para cá.

 

Uma das diferenças é a questão geopolítica. Serra pendurou-se com as duas mãos no discurso machartista das grandes mídias latino-americanas. Ao fazê-lo, porém, atrelou-se a um poder em decadência e coloriu o seu partido, o PSDB, de cores que não são as da bandeira brasileira.

 

Serra parou de fazer intervenções propositivas, como vinha fazendo até então, do tipo: "Lula fez muito, agora é hora de fazer mais, e só eu posso fazer mais". E passou a efetivamente a fazer oposição. Mas escolheu o caminho mais triste, que é alinhar-se a interesses que, definitivamente, não são os nossos.

 

Ontem, em reunião com empresários, Serra virou-se de costas e mostrou a suástica que tatuou no traseiro.

 

Seu discurso foi recheado de tantos desatinos que custa a acreditar. A ficha demora a cair porque foram dezenas de fichas depositadas quase simultaneamente. (continue lendo aqui).

 

 

 

Blog do Paulo Henrique Amorim

 

Serra se muda para a extrema-direita e chama o Lula de “despreparado”

 

Antes de começar a campanha, Serra está 8 pontos atrás da Dilma.

 

É o “zero a zero” da Eliane Catanhêde, autora de vídeo memorável, o da “massa cheirosa”.

 

Daqui para a frente, Serra vai fazer e dizer qualquer coisa.

 

É o que o Ciro sempre disse: Serra numa campanha é garantia de baixaria.

 

Serra voltou a dizer num encontro de executivos de grandes empresas que o MST vai botar fogo neste país, no Governo Dilma.

 

Num primeiro momento, a reação deste ordinário blogueiro foi invocar a Lei de Segurança Nacional: Serra anuncia a subversão no campo e incita os empresários a pegar em armas para defender a propriedade.

 

Subversão na veia.

 

Mas, ao pensar bem, este ordinário blogueiro chegou à conclusão de que o que o Serra diz não tem a mínima consequência.

 

Nem eleitoral, nem política.

 

É aplicação de um placebo para agradar a extrema-direita e colar na testa da Dilma a pecha de “radical”.

 

Ele está sem grana e sem idéias (esta, nunca as teve).

 

E se encaminha para o precipício.

 

Só lhe resta a estratégia o desespero – o que inclui o  “método” do datafalha. (continue lendo aqui).

 

 

 

Blog do Brizola Neto

 

Serra caminha para fim de carreira melancólico

 

Marco Aurélio Garcia é um dos petistas mais criticados pela mídia, porque fala as coisas de forma clara e não disfarça seus sentimentos e pontos de vista. Nesta entrevista à TVPT, o coordenador do programa de governo de Dilma diagnostica o complexo de vira-latas dos que atacam a política externa brasileira.

 

Garcia considera que Serra, que disse que o Brasil faz filantropia com os países vizinhos, tem uma visão “tacanha” da América do Sul, e alertou que jamais poderemos “ser uma ilha de prosperidade em meio a um oceano de desigualdade”.

 

É difícil botar isso numa cabeça tucana, que enxerga a América do Sul como uma gigantesca São Paulo. Os tucanos consideram natural que a riqueza fique concentrada no centro e a periferia pobre que se lixe. É por isso que Serra despreza o Mercosul e ataca a Bolívia e o Paraguai.

 

Sobre Serra, Garcia diz ficar constrangido de ver uma pessoa com um passado progressista abraçar a direita mais raivosa e atrasada. E prevê um final melancólico para a carreira política do tucano para o próximo dia 3 de outubro. (continue lendo aqui).

 

 

Serra e a “diplomacia brucutu” com os fracos

 

O chanceler brasileiro Celso Amorim deu hoje, de Tel Aviv, uma aula básica de relações internacionais a José Serra. O candidato tucano tem sem manifestado de forma preconceituosa e truculenta em relação a nossos vizinhos sul-americanos e com uma visão tacanha sobre o papel do Brasil no cenário internacional.

 

Em entrevista à BBC Brasil, Amorim, diplomaticamente sem se referir a Serra, disse que os críticos da política externa brasileira vêem o Brasil com “olhos pequenos” e não enxergam que o país passou a ter “grandeza” no cenário internacional, o que o leva a ser chamado a desempenhar papel ativo nas questões mundiais.

 

Talvez isso seja difícil de ser compreendido por Serra,  para quem o máximo que podemos ser é um capataz  dos Estados Unidos e no continente sul-americano. Fernando Henrique Cardoso, quem diria,  pode ser considerado até um progressista em relação a Serra, já que ao menos prestigiou o Mercosul, que Serra tanto despreza e não assumiu uma postura hostil à Venezuela quando se preparou e desfechou o golpe contra o governo legítimo da Venezuela.

 

Para fazer política externa é preciso de visão de estadista, o que definitivamente falta a Serra.  Só consegue enxergar nos episódios externos a necessidade de alinhar o país à histeria simplória e ao coro de uma mídia quase que invariavelmente irresponsável e pressurosa em repetir as regras e ordens das grandes potências.

 

Serra afirmou a um grupo de empresários que o Brasil devia se dedicar ao conflito Colômbia-Venezuela, ao invés de gastar energia na questão nuclear iraquiana. Não apenas uma coisa não elimina a outra como o candidato se mostra desinformado – ou mal intencionado -  ignorando que desde a eclosão da crise entre os vizinhos sul-americanos, o governo brasileiro tem trabalhado para mediar o conflito e evitar que ele extrapole os limites da América Latina..

 

“Uma coisa não interfere na outra, pelo contrário, o prestígio internacional do Brasil nos ajuda também a trabalhar na região”, disse Amorim, em mais um ensinamento a Serra. (continue lendo aqui).
 
 

O Vermelho

 

Síndrome do púlpito: como a mídia nativa complica a vida de Serra

 

Lembrei-me de uma anedota. Jovem padre recém-ordenado recebe do pároco a tarefa imponente do sermão de domingo. Trata-se de sua estreia no púlpito e a missa é a do meio-dia. Recomenda o pároco: a ocasião pede por um pronunciamento direto e forte, nada de meias-palavras e panos quentes.

 

Por Mino Carta, na CartaCapital

 

O jovem, empolgado, cumpre sua tarefa na certeza do dever cumprido. Depois da missa, procura o chefe para saber se passou na prova. “Bem – diz o pároco – direto e forte você foi, mas não precisava ofender a mãe do Demônio.”

 

Não sei que gênero de clímax pretende atingir a campanha de José Serra. Aliás, não entendi até hoje quais são suas diretrizes porque, às vezes, parece-me ter perdido a bússola. O que surpreende em um pároco, perdão, candidato tão preparado, navegante de várias eleições.

 

Nada de surpresas, no entanto, com o sermão de padre Índio, excitado na estreia do púlpito. Depois de ouvi-lo, ou melhor, de lê-lo, perguntei aos meus boquiabertos botões qual seria o sentido da ligação do PT com as Farc. Se, por exemplo, de um lado vem a coca e do outro vão bazucas. Responderam os botões com uma pergunta: será do conhecimento do candidato a vice que o diabo não tem mãe?

 

A tarefa do pároco para sair da situação desagradável é mais simples do que a do candidato à Presidência. O pároco chama brandamente às falas o jovem desastrado e desconversa com os fiéis perplexos. O candidato à Presidência enfrenta outro gênero de dificuldade diante do companheiro de chapa recém-convocado. Donde a tentativa de executar um remendo in extremis ao dizer que o PT certamente não participa do narcotráfico, embora mantenha relações com as famigeradas Farc.

 

Serra não contava, ouso esperar, com a pontual e clangorosa reação dos jornalões paulistas. Inebriados pela oportunidade, tanto o Estadão quanto a Folha de S.Paulo estampam a frase do seu candidato em manchete da primeira página. Ao mesmo tempo, em um canto, Índio da Costa murmura que o chefe está certo, sem deixar de lembrar que o narcotráfico financia os bandidos rebeldes da Colômbia. (continue lendo aqui).

 

 

 

Blog do Jorge Furtado

 

Dez falsos motivos para não votar na Dilma

 

Tenho alguns amigos que não pretendem votar na Dilma, um ou outro até diz que vai votar no Serra. Espero que sigam sendo meus amigos. Política, como ensina André Comte-Sponville, supõe conflitos: “A política nos reúne nos opondo: ela nos opõe sobre a melhor maneira de nos reunir”.

 

Leio diariamente o noticiário político e ainda não encontrei bons argumentos para votar no Serra, uma candidatura que cada vez mais assume seu caráter conservador. Serra representa o grupo político que governou o Brasil antes do Lula, com desempenho, sob qualquer critério, muito inferior ao do governo petista, a comparação chega a ser enfadonha, vai lá para o pé da página, quem quiser que leia.

 

Ouvi alguns argumentos razoáveis para votar em Marina, como incluir a sustentabilidade na agenda do desenvolvimento. Marina foi ministra do Lula por sete anos e parece ser uma boa pessoa, uma batalhadora das causas ambientalistas. Tem, no entanto (na minha opinião) o inconveniente de fazer parte de uma igreja bastante rígida, o que me faz temer sobre a capacidade que teria um eventual governo comandado por ela de avançar em questões fundamentais como os direitos dos homossexuais, a descriminalização do aborto ou as pesquisas envolvendo as células tronco.

 

Ouço e leio alguns argumentos para não votar em Dilma, argumentos que me parecem inconsistentes, distorcidos, precários ou simplesmente falsos. Passo a analisar os dez mais frequentes. (continue lendo aqui).

 

 

Blog do Rodrigo Vianna

 

Luis Nassif explica os problemas metodológicos do Datafolha

 

Do blog do Nassif

 

Os problemas metodológicos do Datafolha

 

Por Luis Nassif

 

Por que diferenças tão grandes entre as pesquisas para presidente do Datafolha e do Vox Populi?

 

Para entender esse enigma, o primeiro passo é constatar que há meses, tanto no Vox Populi quanto no Datafolha não houve mudanças significativas nos dados. Em um, Dilma está na frente, em outro Dilma e Serra estão empatados. Mas em ambos os resultados estão inalterados.

 

Significa que os dois institutos estão medindo o mesmo fenômeno. A diferença está no universo pesquisado.

 

Para João Francisco Meira Filho, diretor do Vox Populi, provavelmente o universo do Datafolha é mais restrito, como se fosse um sub-universo do Vox Populi – e de outros institutos.

 

***

 

A diferença reside na metodologia adotada por cada Instituto. O Vox Populi (e os demais) analisam os dados do IBGE e montam uma amostra que reproduza o perfil do eleitorado brasileiro. Definem o percentual de pesquisas de acordo com idade, sexo, escolaridade, região etc.

 

Seus pesquisadores recebem ordens detalhadas: vá até a cidade tal, na rua tal, conte as casas até seis, entre na sexta e preencha o questionário. Depois, escolhe-se determinado número de questionários para fiscalizar se o pesquisador atuou corretamente. Em suma, é um modelo que busca repetir com precisão o universo populacional medido pelo IBGE e mantém estrito controle sobre a qualidade dos pesquisadores e dos questionários.

 

***

 

Por questão de economia e rapidez, o Datafolha optou pelo sistema de ponto de fluxo. Os pesquisadores vão às cidades a serem pesquisadas, escolhem os pontos de aglomeração que quiserem e pesquisam aleatoriamente. A metodologia do Datafolha pressupõe que, agindo aleatoriamente, se chegará ao perfil da população brasileira. (continue lendo aqui).

 

 

Blog do Miro

 

Temendo ser preso, Diogo Mainardi foge

 

Em sua coluna na Veja desta semana, Diogo Mainardi, o pitbul da direita nativa, deu uma notícia que alegrou muita gente. Anunciou que deixará o Brasil. Num texto empolado, ele não explica os motivos da decisão. A única pista surge na frase “tenho medo de ser preso” – será uma confissão de culpa? “Oito anos depois de desembarcar no Rio de Janeiro, de passagem, estou indo embora. Um vagabundo empurrado pela vagabundagem”. Concordo totalmente com a primeira descrição!

 

O enigmático anúncio levantou muitas suspeitas. Para o blogueiro Paulo Henrique Amorim, uma das vítimas das difamações e grosserias deste pseudojornalista, ele está fugindo para não pagar o que deve. “O Mainardi me deve dinheiro. Ele perdeu no Supremo Tribunal Federal, por decisão do Ministro Toffoli, recurso em uma causa que movo contra ele. Contra ele e o patrão, o Robert (o) Civita... Interessante é que o próprio Mainardi foi quem disse que só escrevia por dinheiro”.

 

“Fim de uma era de infâmia”

 

Luis Nassif também suspeita que Mainardi vá deixar o país para evitar a Justiça. A referência ao medo de ser preso “é real. Condenado a três meses de prisão por calúnias contra Paulo Henrique Amorim, perdeu a condição de réu primário. Há uma lista de ações contra ele. As cíveis, a Abril paga, como parte do trato. As criminais são intransferíveis. E há muitas pelo caminho. Há meses e meses meus advogados tentam citá-lo, em vão. Ele foge para todo lado”.

 

Para o blogueiro que já foi alvo das agressões do pitbul da Veja, o festejado anúncio representa “o fim de uma era de infâmia”. “O problema não é o Mainardi. Ele é apenas uma figura menor que, em uma ação orquestrada, ganhou visibilidade nacional para poder efetuar os ataques encomendados por Roberto Civita e José Serra. Quando passar o fragor da batalha, ainda será contado o que foram esses anos de infâmia no jornalismo brasileiro”. (continue lendo aqui).

 

 
(JLLousada – Atualizado em 28/7/10)